"Tenho medo de que o remédio me deixe mais ansioso." Essa é uma das frases mais ouvidas quando se discute tratamento medicamentoso para o TDAH em adultos. O receio faz sentido: estimulantes aceleram o coração, podem tirar o sono e, em algumas pessoas, aumentam a sensação de agitação. Ao mesmo tempo, muitos adultos com TDAH já convivem com ansiedade há anos, e a dúvida sobre o que vai acontecer com ela é legítima.
O estudo que trago hoje, publicado na revista Translational Psychiatry (online no fim de 2025), olhou para essa pergunta de um jeito diferente. Em vez de medir apenas sintomas de desatenção em consultas pontuais, os pesquisadores acompanharam adultos no dia a dia, antes e depois de começarem o tratamento, registrando ansiedade, humor, sono, movimento e sinais físicos ao mesmo tempo.

