Para ansiedade, depressão, TEPT, psicose, TOC e transtorno bipolar, os canabinoides não mostraram benefício em comparação ao placebo. Para a depressão, o dado é ainda mais direto: não existe nenhum ensaio clínico avaliando canabinoides como tratamento. Nenhum.
Houve resultados positivos em condições mais específicas: redução de sintomas de abstinência de cannabis, melhora no tempo de sono em pessoas com insônia, redução de tiques na síndrome de Tourette e de traços autistas no TEA. Mas os próprios autores alertam que a qualidade dessas evidências é baixa, com amostras pequenas.
Em relação à segurança, a cada sete pessoas tratadas, uma apresentou algum efeito adverso a mais que o placebo. Efeitos graves não foram mais frequentes — o que é um dado relevante.